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August 11, 2026

O tempo da privacidade acabou.

O tempo da privacidade acabou. Pelo menos a privacidade como a conhecíamos. Hoje exploram-se emoções e comportamentos em praça pública e aos olhos de todos. Tudo é público, e mesmo quem tenta proteger-se acaba, mais tarde ou mais cedo, por ver algum aspecto da sua vida exposto. Bons exemplos disso são os casos recentes de celebridades que viram os seus corpos criticados nas redes sociais. Estes fenómenos não acontecem por acaso. Têm uma lógica. Atravessamos uma época onde reina um medo desestruturante da insignificância. Nunca, como agora, esse medo foi tão dominador do comportamento humano. É por isso que se cai facilmente na armadilha das redes sociais, em busca de gostos, visualizações e partilhas. Para agudizar a situação, a falta de contacto humano íntimo e profundo, a falta de tempo para o afecto, para a escuta verdadeira, a falta de tempo de qualidade, dão origem a debilidades narcísicas que começam quase sempre na infância. Quando não se é visto ou valorizado, procura-se essa valorização em fontes externas, como por exemplo noutras pessoas ou nas redes sociais. Esta é, na minha opinião, a mistura explosiva que dá origem a um certo tipo de exibicionismo, sem regras, a todo o custo. A busca desenfreada por uns segundos de atenção, um alívio momentâneo que possa ser reconfortante e tranquilizador. No fundo, a busca de si mesmo no olhar do outro. © Rolando Andrade, 2026 Morada : Av. 25 de Abril, n°19, 2°U 4520-161 Santa Maria da Feira Marcações: wa.me/351917667756 Certidão de Registo ERS Nº: E177931/2025 Cédula Profissional O.P.P.: 4365 www.rolandoandrade.com #sentimental #sentimentalismos #psicoterapia
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